Dra. Fabia Pigatti Silva

Menopausa & Climatério

Laser vaginal na menopausa: para que serve, quando é indicado e dói?

Entenda para que serve o laser vaginal na menopausa, quando é indicado e se dói — inclusive para quem não pode usar hormonio vaginal.

Laser vaginal na menopausa

Ressecamento vaginal, dor na relação sexual, queda da libido, perda de urina — sintomas comuns na menopausa, mas pouco discutidos. As tecnologias baseadas em energia, como o laser vaginal, ampliaram as opções de tratamento nos últimos anos, inclusive para mulheres que não podem usar hormônio vaginal. Entenda como funciona.

Para que serve o laser vaginal

O uso de tecnologias baseadas em energia — como laser, radiofrequência e ultrassom microfocado — ampliou as possibilidades terapêuticas em ginecologia, especialmente no manejo de condições que afetam de forma significativa a qualidade de vida das mulheres na menopausa, como:

  • Ressecamento vaginal e atrofia
  • Dor na relação sexual
  • Redução da libido
  • Perda de urina

Laser vaginal também trata líquen escleroso vulvar

Essas tecnologias também podem ser aplicadas no tratamento do líquen escleroso vulvar, em mulheres que não apresentam melhora com o uso de corticoides vaginais. O laser pode melhorar sintomas como coceira e ardência vaginal, dor nas relações sexuais, além da elasticidade e da coloração da pele nas portadoras da condição.

A utilização do laser na vagina e na vulva deve ser restrita a ginecologistas capacitados, com treinamento teórico e prático — o que garante a melhor eficácia e segurança do tratamento.

Quando o laser vaginal é indicado

Quando hormônio vaginal não é uma opção: o laser vaginal é bem indicado para pacientes que não podem usar hormônios vaginais — como mulheres com câncer de mama ou que já tiveram complicações cardíacas, como infarto — como forma de melhorar a saúde vaginal e reduzir os sintomas da menopausa.

Quando a reposição hormonal vaginal não se adaptou bem: também é uma opção interessante para mulheres que não se adaptaram ao uso de reposição hormonal vaginal, seja em creme, comprimido ou óvulo.

Perda de urina

Em mulheres com perda de urina em pequena quantidade, o laser vaginal pode melhorar os sintomas, já que atua sobre o ressecamento vaginal — o que também melhora as perdas urinárias. Pode ser, inclusive, uma alternativa ao tratamento com fisioterapia pélvica, que também corrige a perda de urina aos esforços.

Infecções urinárias de repetição

Mulheres que apresentam infecções urinárias com maior frequência na menopausa também se beneficiam da terapia com laser vaginal, pela melhora da saúde vaginal e o aumento das defesas naturais contra bactérias.

Como é feito o tratamento

O número de sessões ideal costuma ser de 3 sessões iniciais, com intervalo de 30 dias entre cada uma, seguidas de 1 sessão de manutenção a cada 12 a 18 meses.

Um ponto importante: o tratamento deve começar assim que surgem os primeiros sintomas de ressecamento vaginal — quanto antes, melhores os resultados. Com o passar dos anos sem nenhum tratamento para os sintomas vaginais da menopausa, o ressecamento e a atrofia vaginal podem se tornar mais intensos, o que reduz as chances dos melhores resultados esperados.

Perguntas frequentes

Dúvidas desta página

Não dói na vagina, mas pode incomodar na vulva — por isso a Dra. Fabia aplica anestesia local antes do início da sessão.
Sim, é uma das indicações trabalhadas pela Dra. Fabia, especialmente nos casos de perda de urina em pequena quantidade associada ao ressecamento vaginal.
Sim — essa é justamente uma das principais indicações do laser vaginal: mulheres que não podem usar hormônios vaginais, como portadoras de câncer de mama ou com histórico de complicações cardíacas.
Não. O procedimento deve ser restrito a ginecologistas com treinamento teórico e prático específico, para garantir eficácia e segurança.

Não espere os sintomas se intensificarem

Quanto antes o tratamento começar, melhores tendem a ser os resultados. Se você sente ressecamento, dor na relação ou perda de urina desde que entrou no climatério ou na menopausa, agende uma consulta e converse sobre as opções de tratamento.

Blog Dra Fabia Pigatti Ginecologista Perdizes
Sobre a autora

Dra. Fabia Pigatti Silva

Ginecologista (CRM 156735, RQE 81239), formada e com residência em Ginecologia pela Unicamp. Fez mestrado em Endometriose pela Unicamp, em parceria com o Hospital Pérola Byington, referência no tema, onde também se formou em cirurgia videolaparoscópica. Atende presencialmente na Clínica ONNA, em Perdizes (São Paulo/SP), e por telemedicina.

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